Textos

  • Data: 14/04/2010
  • Título: Renascimento Crístico
  • Autor(a): Erica Brandt, psicóloga e terapeuta
  • Somos pingos de Luz a navegar no Oceano Cósmico contendo em nossa essência a Presença que manifesta a força criadora do Amor. No momento certo de nossa jornada evolutiva, saímos do útero universal e ingressamos no útero de argila.

    É o início de uma série de gestações e partos, um processo de descobertas, de enriquecimentos e de perdas necessárias na viagem no mundo das sombras e da luz. Assim vamos aprendendo a sabedoria da impermanência.

    Nascemos com todas as virtudes e dons de nossa essência e com o desejo da alma de voltar a saciar a sua sede na Água da Fonte. Ao longo de nosso desenvolvimento espiritual descobrimos muitos poços de desejos os quais não saciam a nossa sede infinita. Cada um dos poços tem sua importância na nossa descoberta sobre as ilusões que nos desviam do nosso verdadeiro objetivo: Paz – Amor – Unidade.

    Enquanto vivenciamos esse despertar do mundo de maya, nossa alma atrai experiências cada vez mais intensas para despertarmos para o Real e sairmos da anestesia dos sentidos. Na maior turbulência, vivemos o nosso parto mais sublime abrindo-nos para o Absurdo e a Graça. Este é o instante em que o discípulo amadurece possibilitando que o Mestre apareça.

    Nesse momento de dor em que nossa couraça se abre como fendas que rasgam a Terra, nosso corpo de argila se rompe para que a luz de nossa consciência divina comece a se irradiar. Abrimos nosso olhar e começamos a perceber com mais nitidez, em nós e no mundo a nossa volta, as manifestações do Ser que É assim, como as sombras que se revelam nos comportamentos robotizados na busca da satisfação dos insaciáveis desejos.

    Conscientes, não somos mais um barco a navegar a esmo na noite escura da ignorância. Nosso “Eu Sou” assume o leme de nossa vida... Nossa consciência crística é nossa bússola a nos guiar entre os obstáculos. Assumimos uma simplicidade voluntária, uma nova postura diante dos desejos e das necessidades identificadas.

    Libertamos-nos de hábitos, vícios e crenças que dificultam nossa viagem em direção a Luz. Descobrimos que existem portos seguros que nos fortalece a confiança, a fé; nutrem-nos para continuarmos em direção do nosso propósito maior que é viver a unidade, o encontro do coração e da mente, da alma e do espírito.

    Lúcidos, descobrimos nossa verdadeira linhagem, nossa sagrada filiação.