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  • 31/03/2012: No caminho da Conexão com o Poder Supremo


As estações do ano

As quatro estações do ano são frequentemente representadas nas artes por personificações, principalmente por figuras femininas ou por gênios com atributos. A sucessão das estações, assim como a das fases da lua, marca o ritmo da vida, as etapas de um ciclo de desenvolvimento.  Dionísio
O outono, estação que marca o final do verão e antecede o inverno, no hemisfério sul denomina-se “Outono Austral” com início em 20 de março.
o calor do verão passa a ser substituído por temperaturas mais amenas, onde ondas de frio anunciam a chegada da estação consagrada ao deus Dionísio (Baco).
Dionísio, o deus jovem, ou o deus nascido duas vezes, tem sido abusivamente interpretado como símbolo do entusiasmo e dos desejos amorosos. Que nesta estação possamos renascer para a vida nutridos pelos mais elevados pensamentos, tornando-nos cada vez mais  uma raça divina pelo nosso bem-estar, assim como pelo bem-estar de todos e de tudo que faz parte de nossa existência.
Leia o artigo na íntegra: As estações - Outuno

Outono

livroSorteio do Livro "A Arte Cavalheiresca do Arqueiro Zen" - Herrigel, Eugen

Dia 31/03/2012

Trazendo o fantástico para o nível do real, neste livro o filósofo alemão Eugen Herrigel conta a sua extraordinária experiência como discípulo de um mestre Zen, com quem aprendeu a arte de atirar com arco, durante os anos em que viveu no Japão como professor da Universidade de Tohoku.Sem dúvida - como afirma na introdução o professor D. T. Suzuki - um livro maravilhoso que, graças à limpidez de seu estilo, ajudará o leitor do Ocidente a 'penetrar na essência dessa experiência oriental, até agora tão pouco acessível aos ocidentais'.

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Ser humano na conexão com o divino

Encontro com Deus

Caminhei em direção ao Santuário, ao templo onde costumo me encontrar com minha mestra interior. Aguardava ansioso por mais um encontro. Conforme fui chegando, ouvi o habitual:
- Pode ir entrando.
- Olá, como estás? – perguntei cumprimentando.
- Tudo ótimo, hoje vamos fazer algo diferente! Vamos lá para os fundos...
Atrás do Santuário havia um grande gramado, com jardins lindamente decorados em toda a sua volta. Mas hoje, bem no meio da grama, estava lá um enorme balão cor de laranja erguido, pronto para partir!
- Me ajude aqui, vamos levar estas cestas conosco no passeio! – fui solicitado.
Fiquei contagiado com a idéia da aventura. Não pensei no medo ou perigo, afinal, estava acompanhado da minha mestra interior!
Subimos rápido no balão. O tempo estava ótimo, um limpo céu azul. Com habilidade e uma naturalidade impressionante, minha mestra começou a operar a subida e logo eu via lá em baixo o Santuário ficando pequeno. As árvores, os campos, as fazendas, tudo foi mudando de dimensão, ganhando outra perspectiva.
Depois de algum tempo de vôo, comentei:
- Como é lindo aqui de cima. Parece que tudo se encaixa mais fácil, que tudo está se movendo mais lentamente.
- Podemos ver dessa maneira em qualquer nível. – ela respondeu – Olhe vamos descer naquele descampado.
Aterrisamos em poucos minutos e logo descarregamos as cestas. Não fiquei surpreso com o conteúdo delas. Já imaginava um delicioso picnic preparado pela mestra. Como sempre, havia ameixas, uvas, bananas, sementes e cereais.
Enquanto comia um saboroso sandwich de queijo, perguntei:
- Mestra, é possível se encontrar com Deus?
- Sim, é possível.
- E onde encontramos ele?
- Por toda a parte. Talvez agora mesmo você esteja diante dele, não é mesmo?
- Como assim?
- Somos todos uma parte de Deus. Teus encontros, teus relacionamentos, são a tua oportunidade de se encontrar com ele, da maneira que melhor te convém naquele momento.
- Não, mas eu quis dizer, realmente se encontrar com Deus, Ele em pessoa. Isso é possível?
- Também é possível. Ele é um de nós. Está entre a gente, tentando voltar para casa. Nos ajudando, aparecendo para quem já pode compreende-lo.
- E se eu perguntasse sobre o Plano Divino, será que Ele poderia me contar?
- Provavelmente não. Ele não gostaria de tirar o prazer da tua descoberta. Afinal, o que seria viver sem o desafio de entender as pessoas, os relacionamentos, o mundo em si. Mas ele poderia te dar pistas. Te diria para estar atento aos detalhes, mas também saber enxergar o “grande-quadro”.Te recomendaria fazer contato, estar com as pessoas, ajudar, ser sensível, compreender. Tudo de um jeito especial, é claro.
- Assim como a senhora explica as coisas para mim? Dessa maneira especial...
- Assim como nós dois nos relacionamos! Somos especiais um para o outro. Um encontro divino a cada instante.
Passamos ainda algum tempo conversando e comendo no meio da natureza e depois voamos novamente em nosso lindo balão de ar quente. Contemplando o céu e a terra. Tudo era lindo. Tudo era absoluto.
Me lembrei de um ditado Zen que diz:
- Quando saimos numa jornada, os rios deixam de ser rios e as montanhas deixam de ser montanhas. Quando a jornada termina, os rios voltam a ser rios e as montanhas voltam a ser montanhas.

Rogério

Superando limites e percorrendo novos horizontes



“It is by riding a bicycle that you learn the contours of a country best, since you have to sweat up the hills and coast down them.  Thus you remember them as they actually are, while in a motor car only a high hill impresses you, and you have no such accurate remembrance of country you have driven through as you gain by riding a bicycle.”, Ernest Hemingway

Bicicleta! Bike, Magrela, Camelo. Zica, em Santa Catarina. Kalanga, em Rondônia. Vários nomes para a mesma atividade: PEDALAR! Existem também vários modelos deste equipamento, como por exemplo, cicloturismo, mountainbike, velocidade, tandem, entre outros. Praticamente, após 200 anos de invenção ainda nos maravilhamos com a sensação de andar livre de bicicleta por estradas, caminhos, ou trilhas. Nossas crianças aprendem desde cedo este esporte, e é praticamente um símbolo de inclusão social saber pedalar 'sem rodinhas'. O fascínio pela independência de poder ir e voltar de lugares distantes sem ter que depender dos pais, a velocidade, o vento na cara, o 'cavalo de pau' são outros atrativos que nos seduzem quando começamos nossa vida.

Recentemente, organizei com vários amigos uma 'pedalada' na Europa de 600km. Decidimos fazer a Via Cláudia, antiga rota dos Romanos, entre o sul da Alemanha e Veneza. Apesar de toda técnica de navegação que aprendi, tipo de terreno, leis de trânsito de todos os países que vivenciei, a sensação de pedalar por todos os países é a maior lembrança que tenho desta viagem. Me lembro por exemplo, da chegada numa praça no norte da Itália, pela manhã, onde paramos para tomar um cappuccino. Me lembro do movimento, do piso, do carrinho propaganda do teatro infantil da praça com a figura 'autêntica' de um Pinochio italiano. O carrilhão da igreja e os passáros, e claro o típico serviço italiano! Poderia ainda precisar os sons escutados, aromas e temperatura. Creio que esta experiência plena de conhecer algum lugar só é possível, de fato por bicicleta, como Hemingway já havia descrito. Já fiz várias trilhas a pé, porém a intensidade de exposição a coisas novas é muito maior num passeio de bicicleta do que andando. Creio que por isto o cicloturismo é tão difundido na Europa, algo que eu não conhecia.

Andar de bicleta não tem somente este lado poético saudável, como também melhora nosso condicionamento físico enquanto praticamos o 'pedal'. Para esta viagem me preparei muito pouco e meu condicionamento melhorou muito durante a própria viagem. Se você pedala sempre no teu rítimo, a pedalada desenvolve lentamente teu físico, podendo assim atravessar vários quilometros sem muitas dificuldades – tirando é claro a falta de costume de ficar sentado na bike por mais de 4h/dia, pois assaduras ocorrem.

Quando comecei a trilha, após o primeiro dia de 85km 'leves' no plano do sul da Alemanha, não tinha muita certeza de como iría chegar no fim da viagem. É um marco na minha vida ter pedalado esta distância e com certeza me superei em vários aspectos para chegar até o final. A exposição a tantas coisas novas pelo caminho, a superação física e emocional, que foi conquistada dia a dia, no realizar desta viagem traziam ótimas noites de sono. Claro o vinho também ajudava! Estas noites de sono eram recheadas de sonhos muito intensos, algo que sempre me ocorre quando estou em trilhas longas e com esforços físicos. A análise destes sonhos é um capítulo gostoso a parte desta viagem que deixo para minha terapeuta desvendar, mas os resultados na minha autoestima e 'centralização' pessoal com certeza foram muito bons!

A bicicleta pratica estes lados sociais, emocionais e físicos de uma forma elegante e única, sem prejudicar ou extenuar o condutor e com o valor econômico de transportá-lo geograficamente.

Hoje, enquanto escrevo este artigo, São Paulo teve a tarde de calor mais intensa dos últimos 4 anos, seguida de tempestade e um trânsito igualmente recorde, infelizmente em mais de 130km de lentidão. Com certeza parte deste trânsito poderia ser reduzido por várias alternativas técnicas e logísticas, porém conhecemos uma desde a nossa infância. E porque aqui no Brasil não a adotamos? Dizem qua as perguntas corretas trazem a mudança. Assim, deixo esta pergunta para você leitor, respondê-la! Ah e faça como Einstein: “I thought of that while riding my bicycle.”

 
Passeio bike Passeios no Brasil:
Atibainha (bicicletas na sombra) ;
Pinhal (pedalando na estrada de terra) .
Passeio de bike

Freddy Poetscher, PhD
Engenheiro Metalurgista