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Celebrando
o Natal
Por Erica Brandt
O
mundo
inteiro se prepara para comemorar o Natal, a data
cristã
mais comemorada em todas as nações. No Brasil
essa data
vem após a primavera, estação em que
nos
encantamos com o desabrochar das flores, seguida pelo verão
em
que o sol irradia sua luz por mais horas e os dias são mais
longos. É como se natureza se preparasse, nesta
época,
para o nascimento de Cristo em nosso coração, a
vida, a
luz e o calor do amor em nosso jardim interior.

Diante de
tantos apelos
consumistas é preciso um tempo de
silencio para nos reconciliarmos com tudo e com todos que fizeram parte
de nossas experiências ao longo do ano, permitindo-nos viver
algo
muito especial em nosso coração, em nossa alma.
Nesse
apaziguamento da mente temos a oportunidade de compreender as preciosas
riquezas internas que acessamos através dos desafios
vividos;
percebemos que não somos mais os mesmos, que realmente
estamos
nascendo em consciência, mais em contato com nossa
essência.
Para que o Cristo
nasça em cada alma como
princípio de
luz e amor divino é imprescindível recriarmos a
atmosfera
sagrada presente na sua origem religiosa. Deus se fez pessoa humana e
veio morar em nossa casa, em nossa dimensão
física,
psíquica e espiritual e isso é para ser celebrado
com
festa e alegria numa reunião festiva com familiares e amigos.
Na tradição iniciática,
segundo Omraam
Mikhaël Aïvanhov, a manjedoura que acolhe o Menino
Jesus
simboliza o ventre. É no ventre, nas entranhas,
que a
consciência crística se perpetua na humanidade,
onde se
faz nascer em si a nova consciência: o Menino Cristo. Esta
região de nosso corpo é a das nossas
águas, na
mulher é onde são gerados os filhos e na
humanidade
é onde se gera a nova consciência a partir dos
confortos e
desconfortos vividos em cada experiência.
O estábulo, com a manjedoura, é o
símbolo da
pobreza, da dificuldade das condições exteriores.
No
estábulo havia apenas um boi, símbolo da
fertilidade e
fecundidade. O burro representa a personalidade humana, o velho homem,
teimoso, obstinado, mas bom servidor. Ambos os animais estavam
presentes, aquecendo o Menino com seu bafo, significando que quando o
iniciado consegue transmutar em si esses animais, sabe que essas
forças não existem para atormentar, mas se tornam
vivificadoras.
Na estrela de cinco pontas temos a representação
da luz
que é projetada acima da manjedoura. Uma realidade absoluta
que
brilha acima dos iniciados, cujo princípio feminino, isto
é, a alma e o coração, deram
à luz o Menino
Jesus concebido pelo Espírito Santo. Essa estrela revela que
o
pentagrama tem que existir duplamente, o próprio homem
é
um pentagrama vivo. No plano sutil, quando ele tiver desenvolvido as
cinco virtudes: bondade, justiça, amor, sabedoria e verdade,
se
apresentará um outro pentagrama que o representa sob a forma
de
luz. Essa estrela que brilha por cima do estábulo significa
que
de cada iniciado que possui o Cristo vivo sai uma luz que acalma,
alimenta, conforta, cura, purifica, vivifica.
Nas duas cores predominantes nos enfeites de Natal, o vermelho e o
branco, são representados os dois princípios da
base da
existência: o vermelho, o sangue, a força vital do
princípio feminino e o branco a pureza, a luz do
princípio masculino. Para que ocorra o nascimento do Menino
Jesus em nosso coração é preciso haver
um pai - o
intelecto - e uma mãe - o coração - a
alma. Quando
o coração e a alma estão purificados,
a
criança nasce; mas ela não nasce do intelecto e
do
espírito, nasce da Alma universal, que não
é
senão o Espírito Santo sob a forma de fogo, de
amor
divino, uma chama pura que vem fecundar a alma e o
coração do ser humano.
Na virgindade de Maria, somos convidados a desenvolver uma qualidade
mais espiritual do que física, pois a
concepção
não foi maculada por nenhum desejo, paixão ou
sensualidade, mas um corpo que pudesse ser condutor do
Espírito
Santo, que tivesse uma correspondência entre os planos
físico, espiritual e divino possibilitando que tudo fosse
luminoso e puro.
A criança divina quando nasce em nossa
consciência, traz a
paz e a plenitude na alma do homem em que ela nasceu. Ela, junto com
Maria e José, formam a sagrada família,
símbolos
da vida interior em que o intelecto respeita e protege a alma, formando
o triângulo sobre o qual se inicia a nova
construção. Toda criança ao nascer
recebe visitas
e presentes e assim foi com o Menino Jesus. Ele recebeu a visita dos
três reis magos que lhe presentearam com ouro, incenso e
mirra,
os quais encerram importantes significados por terem
ligação com os domínios do pensamento,
do
sentimento e do corpo físico. O ouro significava a cor da
sabedoria, cujo brilho cintila acima da cabeça dos
iniciados. O
incenso dizia que Ele era sacerdote, representando a
religião, o
coração, o amor. A mirra, símbolo da
imortalidade.
Por fim, o símbolo do anjo que apareceu aos pastores que
ficaram
maravilhados com o anúncio do nascimento de Jesus e levaram
cordeiros para lhe oferecer. Estes representam toda a
humanidade,
em especial os pobres e humildes, que participam deste nascimento
crístico ao desenvolverem as riquezas do
coração.
Neste dia de Natal celebremos a alegria da união do
céu e
da terra em nosso coração. Olhemos nos olhos de
nossos
familiares e amigos, de todos os que estiverem nesta festividade
conosco e vamos reverenciar nossa humanidade que renasce mais divina.
Vejamos em cada um o Menino Jesus sorrindo com toda a sua jovialidade e
transmitindo seu amor para todos nós, amor para ser cuidado
e
partilhado.
Neste
Natal e em todos os dias do Ano Novo
LUZ
- AMOR – VIDA - GRATIDÃO
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