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Por Freddy Poetscher, pai*
Este dia dos pais será um pouco diferente para mim e meus filhos. Recentemente, meu pai faleceu e, logo em seguida, entrei num processo de separação conjugal após 12 anos de casado. Tenho dois filhos meninos. O mais novo tem um ano e meio. O outro, quase sete anos de idade.

Minha separação ocorreu durante a copa de 2010 da África do Sul, e não pude deixar de comparar os sentimentos de frustração, perda, fracasso e solidão com o jogo da final do campeonato mundial. Eram dois times que estavam jogando, sendo que os dois já eram os dois melhores times mundiais, o que por sí já seria um belo resultado. Porém, somente um saiu de campo campeão O outro time, com um amargurado segundo lugar. A conquista do segundo lugar – o segundo melhor time do mundo! – teve um efeito nos jogadores muito parecido com a minha sensação de perda e fracasso em relação aos meus filhos.

Nós, pais, queremos ser sempre o melhor para os filhos, e imaginamos que um segundo lugar não existe, seria desleixo próprio. Procuramos nos superar sempre na nossa jornada de herói. E não imaginamos que esta busca pela superação possa ofuscar o nosso caminho da bem-aventurança. Descobrimos assim, já distantes de nosso caminho, que temos limites e precisamos ter discernimento para aceitar o que não podemos mudar e ter coragem para mudar o que é necessário. O discernimento faz parte da bem-aventurança, e se não o tens, teu comportamento será caótico e vazio.

A bem-aventurança é bem descrita por Joseph Campbell, e caso você leitor se interesse, procure na internet que irá encontrar diversas referências.

Você deve estar imaginando o que a bem-aventurança tem haver com o segundo lugar na copa. O segundo lugar é uma conquista, houve um caminho até ele, e é o caminho que importa. Meus filhos não se importariam se eu conquistasse o primeiro ou o segundo lugar, com certeza ficariam igualmente orgulhosos de mim. Os filhos tem um vínculo único com os pais, somos uma unidade. Assim, seguir o chamado para a bem-aventurança é estar em um caminho de plenitude e felicidade que com certeza será compartilhado com os filhos.

Infelizmente ou felizmente, devido a variados fatores que não tive controle, meu caminho para a bem-aventurança passou pela separação de minha esposa. A sensação de perda dos meus filhos foi muito forte, afinal, não iria mais ver em todas as manhãs as carinhas de sono e a bagunça na cama dos pais. Realmente faz falta, mas para poder oferecer uma felicidade maior a eles, e nessa situação o significado da bem-aventurança é máximo, preciso seguir o meu caminho. Nesse caminho continuam juntos os meus filhos, que de mim são inseparáveis emocionalmente.

Neste mês de agosto, no Dia dos Pais, iniciei a reforma de nossa antiga casa, para ser o lar deles quando estiverem ao meu lado. Não posso decidir o tempo que meus filhos irão passar comigo, porém posso fazer com que esse tempo seja o melhor. A qualidade `melhor` não passa necessariamente por shoppings, brinquedos e lanchonetes e, sim, necessariamente por orientação a eles de como construir a sua bem-aventurança e identificarem seu caminho próprio.

Tenho uma frase que me acompanha:
“Que eu queira o que Deus quer que eu queira.”
Acho que se pudermos ensinar a prática dessa frase aos nossos filhos teremos cumprido grande parte do papel de pai.

Feliz dia, feliz mês dos Pais.

*Freddy Poetscher, PhD
Engenheiro Metalurgista
Testmat Engenharia Industrial
http://www.testmat.com.br

Meditação da montanha e a nascente do rio da vida

Erica Brandt convida para mais um encontro de meditação. Nesta edição, a psicoterapeuta retorna à meditação da montanha, dando sequência ao encontro com o seu “eu interior” pela busca da nascente do rio da vida.

Com o áudio, imagine o infinito azul do céu e prossiga. Veja como a natuereza se revela, a ti, neste espaço: http://www.ericabrandt.net/news/05/na_montanha.mp3

Somos um
Mais uma beleza do Wall Disney apresentada pelo clássico Rei Leão, de pai para filho. Lindo!
Contribuição: Erica Brandt e Freddy Poetscher
Acesse

Pilates para o cérebro
Cérebro em exercício, mais ágil e flexível... Pode? Use e abuse dele para não cair na falta de memória, especialmente depois dos 30.
Contribuição: Almira Lima
Acesse


27/08 - Cinema Final de Tarde (reprise Matinê das Duas), com o Filme "O Solista"
28/08 - Matinê das Duas inédito, com o filme Caramelo
28/08 - GCC
11/09 - Meditação do coração
Mais informações sobre os eventos: http://www.ericabrandt.net/eventos.php


Sobre os recursos naturais, Erica Brandt antecipa: "precisamos ter uma atitude que seja a manifestação de uma consciência pelo bem comum".
O sociólogo Domenico De Masi também diz: "sem beleza, não teremos bons resultados". Segundo ele, o comportamento humano deve ir ao encontro a uma estética feliz. Nessa perspectiva, como estamos nos relacionando com a nossa mãe Terra?


Especialista em Psicologia Transpessoal pela ALUBRAT (Associação Luso Brasileira Transpessoal), MBA em Abordagem Holística Transdisciplinar pela UNIPAZ/RJ, Membro do CIT - Colégio Internacional dos Terapeutas. Acolhida em 05 de outubro de 2000.

Formação em ”Terapeutas Transformadores” com Dr. Octávio Rivas Solis (México); Terapia Refocalizadora e Terapia de Casal com Dr. Franco Del Casale (Argentina) e artista plástica.

Psicoterapeuta e assessora institucional com mais de trinta anos de atuação. Desenvolve seminários, workshops e retiros focados na expansão da consciência e melhor qualidade de vida. Criadora e focalizadora das Dinâmicas "A Travessia de Avalon" e "A Jornada de Jonas", este apresentado em Évora, Portugal, no VI Congresso Internacional da ALUBRAT em novembro de 2008; dos programas "Você vive na Caverna ou sob o Céu Estrelado", "Espírito Criativo e Poder Pessoal", "Integração Coração e Mente", "Gerando e Concebendo Consciência" e dos retiros "Oceano Interior e as Conchas da Consciência", estes desenvolvidos em Porto Alegre, Torres/RS e Criciúma/SC.

Meu pai, meu amigo
Erica Brandt

Pai querido...
Foi segurando em tuas mãos
Que aprendi a caminhar no mundo
A levantar-me em cada tropeço
Aprendendo com meus erros

Em teu olhar, na firmeza
E crítica construtiva,
Aprendi sobre o valor dos limites
Da organização e disciplina
Valores que possibilitam Expressarmos o nosso melhor

Houve calmarias
Nas quais juntos sorrimos,
Cantamos e celebramos
Houve também turbulência
E foste o amigo que me ouviu
Que acalmou as tempestades

Um dia, então, na jornada da vida,
Escolhi seguir meu caminho
Indo em direção ao meu sonho
Que ao ser partilhado contigo
Foi nutrido por tuas palavras
Que até hoje vibram em minha mente
Vá em frente! Siga que estarei contigo!
Assim aprendi a ousar
Por caminhos não antes trilhados

No início estremeci
Em cada um dos passos
Em terras distantes
Crescer é difícil...
Tua confiança em mim depositada
Foi a força que me levou adiante

Assim, sentindo tua presença,
Enfrentei os dragões imaginários
Descobrindo que posso triunfar
E realizar utopias
Tudo isso graças a ti
Que sempre me lembrou
Através de tuas próprias histórias
Que acima de ti, pai
Está Deus Pai olhando por nós

Obrigada...
Onde quer que estejas
Por teres me preparado
Para uma vida de impermanência
Ensinando-me o valor do ser humano
Do respeito, dignidade e ética,
Riqueza interior a ser cuidada
Para o nosso bem-estar
E bem-estar de todos.

www.ericabrandt.net

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Jornalista responsável: Aline Wolff da Fontoura (MTB/RS 12.406)